"Walmor Corrêa - uma poética da criação de 'A Biblioteca dos Enganos'" por Claudia Hamerski

"Walmor Corrêa - uma poética da criação de 'A Biblioteca dos Enganos'" por Claudia Hamerski
Projeto de Pesquisa em Teoria História e Crítica de Arte, 2010

Usina de Carvão - Observatório 2010

Usina de Carvão - Observatório 2010
Carvão s/ papel, 84x89cm, 2010. Fotografia Kalango Coletivo Fotográfico

Intervenção "Corpo Território"

Intervenção "Corpo Território"
Fotografia Federico Stunz

"Múltiplos"

"Múltiplos"
caneta nanquim sobre madeira, 2010, fotografia Elenise Xisto.

Abertura 19º Salão de Artes da CMPA

Abertura 19º Salão de Artes da CMPA
Participo com o trabalho "Múltiplos". Fotografia Elenise Xisto.

OBSERVATÓRIO

OBSERVATÓRIO
Projeto que busca a coletividade de artistas

Exposição Entre Linhas

Exposição Entre Linhas
Trabalho "Múltiplos", nanquim s/ madeira, 2010

Desvenda no Salão de Abril - Fortaleza, 2010

Desvenda no Salão de Abril - Fortaleza, 2010
Abertura do 61º Salão de Abril, na sexta-feira (16/04)

Trabalho "Perecíveis", dentro do grupo DESVENDA, no 61º Salão de Abril

Trabalho "Perecíveis", dentro do grupo DESVENDA, no 61º Salão de Abril
à esquerda detalhe, "Perecíveis", 2010

Livro sobre o projeto TDUEPURC Riozinho

Livro sobre o projeto TDUEPURC Riozinho

Exposição "Em processo"

Exposição "Em processo"
Vernissage, 26 de agosto , Galeria Arte&Fato

EM PROCESSO

EM PROCESSO
Inauguração dia 26 de agosto na galeria Arte&Fato, Rua São Manoel, 285

domingo, 29 de agosto de 2010

OBSERVATÓRIO

Conheçam o projeto "Observatório" em ação durante o mês de setembro no centro Cultural Usina do Gasômetro.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Texto da curadora para a Exposição Entre Linhas

Entre linhas
Ana Zavadil

A leitura desta exposição permite entrar na singularidade de cada artista, ou seja, no fazer específico de cada um. Sem um tema estabelecido, o objetivo é mostrar as potencialidades do desenho em suas diversidades técnicas em que cada artista tem uma pesquisa, um ritmo de trabalho e um resultado final.
Podemos eleger a linha como um dos elementos comuns, aquele que vamos encontrar em todos os trabalhos. Outro ponto de ligação a ser destacado é a repetição do mesmo elemento formal dentro da obra, ou de uma a outra obra, ou, ainda, com o gesto primeiro do processo criativo.
Para exercitar o olhar, podemos fazer uma imersão nos trabalhos, na busca de significados que nos conduzam às associações ora para o lúdico, ora para a reflexão. O fino jogo tecido entre as imagens propõe uma investigação sobre o desenho na contemporaneidade, pois ele se apresenta em sua potência de liberdade, de hibridação e de contaminação com outras linguagens, corporificando novas vestes a partir de materiais e suportes utilizados, nos atraindo para a experiência de sua fruição.
Uma linha como princípio de tudo leva o observador a tentar elucidar a sua trama ou simplesmente deixá-lo, à vontade, frente à imagem conhecida. Entre linhas exprime a ideia de que entre elas, há muito para ser descoberto, como esferas criadas pelo sopro do artista e a prestimosa contribuição do tempo para deixar cada uma delas diferentes entre si – e não são poucas; linhas densas, sinuosas e nervosas que nascem de um primeiro gesto e não param de se tramar; linhas que se expandem não respeitando margens nem suportes para alastrarem-se infinitamente; linhas interrompidas, mas que o nosso olhar traça o caminho para encontrá-la mais adiante; linhas retas e firmes delineando um desenho arquitetônico; linhas de contorno que ditam as regras para a visibilidade do desenho e, ainda, linhas que criam espaços, contrastes e sobreposições. Como se pode concluir, há muito mais coisas entre linhas do que um simples olhar pode alcançar. O desafio está lançado: entre!

Ana Zavadil é curadora independente, crítica de arte e mestranda pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

terça-feira, 18 de agosto de 2009

DESENHO - PROCESSO

por Ana Zavadil -curadora

O processo poético de Claudia Hamerski, numa primeira etapa, deu-se através do desenho com o uso da fotografia para ajudar na sua concepção. Nessa série de trabalhos vamos conhecer o resultado de sua pesquisa desenvolvida durante o último ano, onde o desenho ainda é a linguagem principal, porém estabelece conexões com outros meios, tanto técnicos quanto formais.
Os desenhos possuem a característica de irradiarem-se em sutis relações de linhas e transparências configurando um processo repetitivo e rizomático, já que são construídos a partir do tronco de árvores e de maneira serial e modular. O desenho se espalha sobre a superfície e mesmo não chegando até as bordas da tela ou da madeira, torna este limite invisível e causa a sensação de expandir-se infinitamente.
O estêncil é usado em alguns trabalhos na intenção de multiplicar combinações de um mesmo elemento, criando modulações para o olhar, possibilitando mudanças no decorrer dessas misturas de materiais e apontando a fotografia não só como parte do processo, mas como resultado final.
Um novo estimulo para a criação surge através de um objeto tridimensional, feito de tela e arame, onde a percepção visual dá-se através do espaço. Esse objeto apresenta-se como um corpo pendurado e atravessado pela luz que delineia as suas tramas e a sua identidade através de sombras. Estas sombras são direcionadas para uma tela colocada na parede e transformadas em desenhos.
A paisagem visual criada pelos trabalhos é o resultado de experiências e evidencia a maneira cambiante do desenho em diversificados suportes trazendo diferenças significativas em seu conjunto. O processo desdobra-se e quanto maior o tempo de elaboração, maiores serão as nuances nos resultados.
Para essa exposição é reservado um lugar na parede onde a artista vai dar início a um trabalho interativo: desenhar e convidar dois artistas para participarem desse projeto. A efemeridade e a metamorfose fazem parte do seu processo, pois a obra em se fazendo é a mola propulsora para novas experimentações e descobertas e, no atual momento, o processo e o produto final estão em ordem de equivalência para a artista.
O que Claudia Hamerski busca é extrapolar os limites do desenho, desafiar percepções e provocar o expectador a descobrir o desenho entre as tramas de linhas enquanto elas existem, pois nesta expansão do processo tudo pode vir a acontecer. Hoje o desenho é o resultado final, amanhã ele poderá ser apenas parte do processo, um meio para chegar a outro lugar.

Ana Zavadil, mestranda em Artes Visuais: Arte e Cultura, pela UFSM.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desvenda junho, domingo, 07/06/09

No domingo, 07 de junho das 16h ás 22h acontece a DESVENDA de junho.
A Desvenda continua em junho com sua vocação de romper as barreiras que separam obra e público. Sua premissa é simples: oferecer ao público um lugar onde ele possa adquirir obras de arte de qualidade, a preços justos e de forma desburocratizada.
Este mês, a além da já esperada feira Desvenda, a travessa Venezianos será palco para várias atividades artísticas independentes. Artistas, grupos, linguagens e propostas diversas se unem para criar um momento cultural efervescente.
Visitem o blog e a Feira, eheheh.

sábado, 11 de abril de 2009

G. -Albert Aurier, c. 1892

(...) "A única maneira de chegar ao âmago das coisas é o amor. Para compreender Deus é preciso amá-lo; para compreender a mulher, é preciso amá-la; a compreensão é proporcional ao amor.
Assim, o único meio de compreender uma obra de arte é tornar-se amante dela. Isso é possível, pois a obra é um ser dotado de alma e que a exprime por meio de uma linguagem que se pode aprender.
É até mais fácil amar verdadeiramente uma obra de arte que uma mulher, já que naquela a matéria mal existe e quase nunca fará o amor degenerar em sensualismo.
Dir-se-á que esse método é ridículo. A isso nada responderei.
Dir-se-á que é místico. Então direi: sim, por certo, isso é misticismo, e é de misticismo que precisamos hoje em dia, só o misticismo pode salvar nossa sociedade do embrutecimento, do sensualismo e do utilitarismo. Dentro de cem anos seremos uns brutos cujo único ideal consistirá na cômoda satisfação das funções orgânicas; graças à ciência positiva, voltaremos à animidade pura e simples. É preciso reagir. É preciso voltar a cultivar em nós as superiores qualidades da alma. É preciso que voltemos a ser místicos. É preciso reaprender o amor, fonte de toda compreensão.
Mas, ai! , já é tarde para reconquistar o amor em sua integridade primitiva. O sensualismo do século nos ensinou a ver na mulher apenas um bocado de carne destinada a aplacar nossos apetites materiais. O amor da mulher não mais nos é permitido. O ceticismo do século nos ensinou a ver em Deus apenas uma abstração nominal talvez inexistente. O amor de Deus não mais nos é permitido.
Um só amor ainda nos resta, o das obras de arte. Atiremo-nos pois sobre essa última tábua de salvação, tornemo-nos os místicos da arte." (...)

Do livro "Teorias da Arte Moderna - H. B. Chipp, pg. 84/85.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Do livro "Cartas a Théo" - Vincent Van Gogh

"Um pássaro na gaiola durante a primavera sabe muito bem que existe algo em que ele pode ser bom, sente muito bem que há algo a fazer, mas não pode fazê-lo. O que será? Ele não lembra muito bem. Tem então vagas lembranças e diz para si mesmo: "Os outros fazem seus ninhos, têm seus filhotes e criam a ninhada", e então bate com a cabeça nas grades da gaiola. E a gaiola continua ali, e o pássaro fica louco de dor.
'Vejam que vagabundo', diz um outro pássaro que passa, 'esse aí é um tipo de aposentado'. No entanto, o prisioneiro vive, e não morre, nada exteriormente revela o que se passa em seu íntimo, ele está bem, está mais ou menos feliz sob os raios do sol. Mas vem a época da migração. Acesso de melancolia - 'mas' dizem as crianças que o criam na gaiola, 'afinal ele tem tudo o que precisa'. E ele olha lá fora o céu cheio, carregado de tempestade, e sente em si a revolta contra a fatalidade. 'Estou preso, estou preso e não me falta nada, imbecis. Tenho tudo o que preciso. Ah! por bondade, liberdade! ser um pássaro como outros."( pág. 50)

sábado, 20 de setembro de 2008

LINHA DE AÇÃO

Na exposição a artista apresenta desenhos realizados utilizando grafite sobre suportes variados. Claudia parte do modelo árvore e desenvolve formações que nos convidam a ter um olhar minimalista para perceber os detalhes de cada construção que, apesar de modular não se repete.
São construções em módulos dispostos lado a lado na parede formando uma linha horizontal de onde partem outros desenhos que se alastram pela superfície e povoam o local. A linha de ação remete ao processo da artista, o estudo da linha enquanto desenho e a própria linha do horizonte por isso essa linha fica na altura do olho do espectador. Intrigam algumas conexões e ligações que surgem casualmente na justaposição dos desenhos e que são interrompidas por espaços que Claudia deixa propositalmente nos convidando a ver cada trabalho como um corpo individual. A sensação de movimento e o embaraçamento provocados pela sobreposição dos desenhos instiga o olhar e é um convite a aproximação.

Transitáveis